domingo, 28 de setembro de 2008

fazer o que?

Simplesmente não sei o que fazer esta noite
Minha cabeça está doendo enquanto bebo e respiro
A lembrança cai como creme em meus ossos
Me movendo sozinho
Deve haver algo com qual eu possa sonhar essa noite
O ar está cheio com os meus movimentos
Todo fogo está congelado
Mas eu ainda tenho a vontade, mas isso será o suficiente?
Trompetes, violinos e violoncelos, os ouço em algum lugar, a distancia, de longe
A minha pele emite um brilho, pelo menos eu acho
Acho tudo isso triste
Ruim, muito ruim
Gostaria que meus amigos estivessem aqui comigo está noite

chuva

Gosto de dias chuvoso. Uma das poucas coisas que realmente gosto. Não é uma tentativa de sentir algo ou tentar ser normal. Algo real. Me faz escrever. Me faz pensar. Me lembra dos dias solitários. Fico sozinho. Não saio. Às vezes saio. Como eu disse gosto de chuva. Não me importo de me molhar. Gosto de água. Mesmo que fria. Gosto da chuva. E das nuvens cinzas que pairam no céu. Gosto do escuro. Me faz sentir algo. O tempo me lembra a mim mesmo quando chove. O cinza. Acho bom. Não gosto de sol. As pessoas saem nos dias de sol. Não gosto das pessoas. Pelo menos da maioria. Têm algumas que de fato tenho força suficiente para suportar. Algumas criam me empatia. Mas a maioria não. Por isso não gosto de dias de sol. Por isso prefiro dias chuvosos e cinzas. Tem menos pessoas na rua. E combina comigo.

Quantos anos você tem?

A idade não é a que a gente tem, mas a que a gente sente.
As crianças bebem e fumam para aparentar mais idade.
As putas velhas e decrépitas pintam os cabelos e repuxam as pelancas.
Silicone e botox. Fumaça e cigarro.
Um bando de jovens adultos irresponsáveis e de velhos adolescentes ridículos.

E ai? Quantos anos você tem?

a night

Jovem, algo em torno de 22 anos, mas ela diz que tem mais 25, fuma para mostrar para os outros, suas atitudes dizem tudo, olhem para mim quero ser mais velha, quero ser legal, cool, mega hiper super, quero ser que nem vocês quero ser alguém, quero me encaixar. Dopada de êxtase, as luzes bombam, dançam numa sincope nervosa, de uma lado para o outro no salão escuro e esfumaçado, corpos suados sem encostam, cheio de energia, extasiados, excitados, a boate não para.
Vozes no escuro, quase gritos, se misturam aos ritmos eletrônicos, batidas tribais duma nova tribo urbana. A raça da meia noite.
O lugar ta bombando.
Quanta gente
Olha que gata
Quanto homem
Hoje ta pra mim
Ta me dando mole.A night continua, sem freio, como um trem, os trilhos berram, cada vez mais rápido, sem parada. Crianças se misturam a adultos cansados e cínicos, todos em busca de algo que tampe esse buraco em suas vidas. Uma dose de adrenalina. Fazem a fila pra entrar. Amontoam-se no bar. Dançam ate se cansar na pista.
Há brigas e conflitos.
È minha namorada
Vai se fuder.
Babaca
Vagabunda! Eu nem queria mesmo
Da o fora seu perdedor
Vaca Os seguranças apartam. Cada um para seu lado. Nada de confusão. Sem problemas. Briguem lá fora. Aqui dentro não. Nada de confusão. Aqui só diversão.
A night ta bombando.E a gatinha, a jovenzinha, a princesinha, o docinho do papai continua dopada, se requebrando, só que agora babando, olhos vidrados, cabeça cada vez mais pesada ninguém repara, e ainda enchem seu copo. Mais, mais mais mais mais mais mais... a coisa toda segue em frente, o trem esta a mil por hora...E as crianças continuam dançando e enchendo a cara. A droga é que nem uma explosão. Excitados. Viciados. Mais é mais. Precisam viver. Se sentir vivos. A gatinha, a lindinha, a belezura, a gostosinha, caí em convulsões, as coleguinhas saem correndo, e todo mundo sae de perto. Engasgada com o próprio vômito entrou em choque por falta de ar e também pela quantidade de drogas no organismo. E ainda vai ser violentada num hospital público, isso acontece com mais freqüência que você imagina. O trem desgovernou.E a balada tá bombando. A night segue em frente

terça-feira, 23 de setembro de 2008

a vida é... segundo palavras de um assassino

"a vida toda é guerra, a vida toda é dor. E você lutará sozinho sua guerra pessoal"

ele postou essa mensagem alguns dias antes de matar 10 pessoas. Mas sabe o que é mais engraçado, apesar da brutalidade de seus atos, notasse a fragilidade de suas palavras. Apenas alguem tão perdido e sozinho para ter um visão assim da vida. Fragil, triste e efemera, mas acima de tudo ( e terrivelmente assustador) real visão que a vida no fim das contas é um longa caminho para o fim.

o som da violencia

Hoje na Finlândia um jovem atirou contra seus colegas de classe. Nove morreram. Muitos se feriram - o numero oficial ainda não foi registrado. Logo apos esse ato, ele apontou a arma para a tempora e estorou os miolos. Blaaamm! E pronto mais um historia de violencia nas escolas. Esse fato acontece quase apos um ano tambem na Finlândia um outro jovem de 18 anos ter executado a tiros alguns colegas e professores de sua escola. Logico que logo apos fazer isso ele se suicidou, adivinhem como? exato. Um tiro na cabeça. Atos assim são comuns. E parecem já parte da sociedade em seu todo. Normal não acham? Num mundo onde pessoas se fecham em grupos e que menosprezam os outros para se sentirem melhores e mais aptos, onde a alienação é um constante, onde vivemos os dias em sonhos e envolvidos num culto constante a celebridades e a vidas cada vez mais consumistas e momentaneas e vazias, não é de se surpreender que coisas como essas não nos surpreendam mais.
Isso me faz lembrar do meu tempo de colegio. Das brincadeiras, das ilusões, das risadas, das humilhações e da sensação que o dia seguinte seria um repetição do dia anterior que ja tinha sido pessimo o suficiente e daquela sombra que pairava na minha cabeça. Da voz que sussurrava por vingança e justiça. Seria facil. Era so uma arma. Era so alguns tiros. Que nem num jogo de videogame. Era so apertar o gatilho. E pronto. lembro disso, e fico com um sensação ruim e um gosto amargo ao ver essas noticias sobresaltando-se sobre as paginas do jornal. As vezes, tenho a sensação de deja vu. E algo me vem, como um visão, eu segurando uma arma, minha foto estampada na capa de um jornal, o numero de mortos, e mais declarações sem saber o por que do que havia acontecido. Mas como vem essa visão vai embora e me deixa sozinho com frio na espinha. Por que? eles se perguntam. Quem vai saber? respondo

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O MUNDO

Boom. Tiros na cidade. Morte é palavra chave. Acelerador de partículas. Cientistas aplaudem. Jovem se mata na Índia. Pavor do fim do mundo. Religiosos culpam os cientistas. Eles continuam a aplaudir. E-mails para todos os lados, de a sua opinião diz o site. Jovem atropelada nos Eua. Motorista alcoolizada, com a careteira vencida, e em alta velocidade. A garota em coma. Três dias. Cartazes dizem que o dia do juízo final se aproxima. Eleições no mundo. Presidentes e vices. Políticos a apertam as mãos dos desesperados e banguelas. Famintos por comida e esperança. Pedem por mudança. Ativistas pedem por paz. Vestidos de palhaços eles protestam. Alguns são presos. Palhaços tristes. Os pobres morrem de anemia e pelas balas perdidas. Policia invade os morros. Corpos carbonizados e armas são encontrados. Os bandidos estão bem organizados. Por isso se chama crime organizado. A ágüe invade a terra. Furacões e tempestades. Cidades inundadas. A nova atlantis? Pessoas morrem e perdem casa. Fogem. Temem. O mundo treme. Colisão de carros. Carros batem em trens. Carros partem arvores. Carros arrebentam pessoas. Estilhaços de vidros e metal retorcido. Cheiro de gasolina no ar. A Amazônia esta em chamas. A mata é queimada. Nada sobra. Animais fogem do fogo, assim como o homem foge da água que entra sem ser convidada nas casas. Vírus. Destruição. Gritos. Dor. Perda. Problemas. O tempo passa e as coisas mudam. Tudo continua a mesma coisa. O mundo continua sendo e sempre será o Mundo. Booom!