segunda-feira, 14 de julho de 2008

nomes na lista

Bukowski
Kerouac
Kafka
Camus
Burroughs
Shepard
Beckett
Ferlinghetti
Thompson
Shakespeare
Ginesberg
Fante
São estes
E muitos outros
Não haveria espaço para todos serem citados
Mas eles estão aqui
Me acompanhando
Eu fiquei mais sábio, rido, seguro de mim mesmo, mais feliz? Bem, a resposta é um imenso NÃO.
Mas eles me entretem.
E isso é o que me importa.

domingo, 13 de julho de 2008

Bom dia, vida

Se existe uma hora do dia que eu não suporto ficar sozinho é quando acordo.
O abrir lento e desajeitado dos olhos. Os raios solares entrando por uma pequena fresta da janela. Aquele gosto acre e amargo na garganta. A saliva que se acumulou com o passar da noite na sua boca. O especo incomodo vazio ao seu lado da cama. Aquele espaço em branco, aquele buraco na sua vida. A área incompleta no seu coração que a cada dia parece mais endurecido e triste.
Levantar ou não?
Enquanto as ultimas imagens dos sonhos se apagam como brumas no vento forte na sua cabeça, o despertar se torna real e amargamente tangível. Prognostico do dia: chuvoso e melancólico para mim e ensolarado para o resto do mundo. Nada excitante que faça pular da cama ou urrar de alegria.
Duas alternativas
1) Seguir em frente – como sempre faço
ou
2) desistir. Que a minha cama se torne a minha tumba
Antes da escolha, a cama se cansa do peso natimorto do meu corpo e me expulsa, sem do nem piedade. Quando dou por mim, estou parado, me admirando no espelho do banheiro, com os pés nus no ladrilho frio e tentando reconhecer o reflexo que se projeta a minha frente.
O dia esta ensolarado, céu azul piscina de grã fino e com nuvens em forma de algodão doce. Caralho, só falta à porra dos passarinhos verdes cantando doces e maravilhosas melodias por ai. Uma arma. Eu preciso de uma arma. Ou veneno. Ou apenas um corda. Grande coisa, o dia esta lindo, o que isso importa? Me importa? Te importa? Quem se importa com essa merda? Não importa. Nada importa.
Ponto zero do dia: eu com a escova na mão, na frente da pia do banheiro. Aqui onde tudo começa. A pasta na escova. A escova nos dentes. O atrito das cerdas com os dentes sensíveis pela ranger da noite. Abrir a torneira. A água na boca. Gargarejo. Cospe a água misturada com pasta. Sorri para a imagem a sua frente. Dentes limpos e saudáveis. Toalha. Secar o rosto. Privada. Evacuação matinal. Limpar. Descarga. Banho. Abrir torneira. Água morna, por favor. Água caindo pelo corpo. O resto do sono indo pro ralo junto com a água. Água batendo na cabeça. Aliviando a tensão matinal. Fechar torneira. Novamente toalha. Corpo seco. Quarto. Roupa limpa. Se vestir. Ir a cozinha. Café. Perto como a noite e doce como beijo roubado. Ditado da vovó. Goles rápidos. Quente. Bom. Despertar total. Cafeína no sangue. Chave. Sair de casa. Pra onde? Qualquer lugar. Nenhum lugar. Apenas sair. Elevador. Botão do elevador. Esperar. Ele chega. Abre a porta. Entra. Botão para descer. Espera ate chegar no hall. Sai para o hall. Via para rua. Na rua o dia. O sol. As pessoas. O carro. O barulho. O sol no rosto. Caminhar. Cotidiano. Vida. Bom dia , vida.

sábado, 12 de julho de 2008

o vento

O vento gelado está forçando a entrada pelas frestas da minha janela. Sinto ele bater de leve na minha face, apesar do calor e de estar suando que nem um porco agonizante. Ele uiva que nem um lobo para a lua. O vento. O doce e gelado vento.
Estou deitado. As janelas e a porta fechada. Durmo dentro de uma estufa e não me importo.
Como sempre não consigo dormir. Escuto barulhos pela casa. Passo as noites suando, deitado insone, escutando fantasmas rondando a casa na escuridão e o uivar selvagem do vento lá fora que deseja desesperadamente entrar nesse quarto.

dez e meia de um sabado a noite ( escutando The Cure nos fones)

Olho para o relógio. O lento passar das horas. 10:30 da noite. Sábado à noite. 10:30 de um sábado à noite. E eu aqui. Escutando o tic, tac do relógio. O silencio na casa é de arrepiar. A torneira pinga, pinga em algum canto da cozinha. E aqui estou eu. Sentado. Sob a luz fraca do quarto, sentado. E eu sei que na cozinha a torneira pinga, pinga e o relógio faz tic, tac sem parar. E o tempo passa. Mas não parece. E o telefone não toca. Só silencio. Silencio total e mórbido. Não, minto. Total não. O silêncio não é completo. Posso escutar o pinga, pinga da torneira da cozinha e o tic, tac do relógio que quebra esse silencio mórbido, mas que não é total. Mas o telefone, nada. Sentado sob a luz fraca do quarto, eu espero ele tocar. Ele, o telefone. Mas ate agora nada. Só tic, tac e pinga, pinga. Tudo que eu quero é conversar. Mas não há nada, nem ninguém envolta. Ninguém com quem conversar. E nenhum barulho, alem do pinga, pinga na cozinha e o tic, tac do relógio. Muito menos o tocar do telefone. Nada de trim, trim. Ou outro desses barulhos. So o tic,tac e o pinga, pinga da cozinha. Fico imaginando onde ela poderia estar. Aqui comigo que não é. Estou sô, sob a luz fraca do quarto sentado esperando que o telefone toque. Olho fixamente para ele, me concentrando nele. Ele, o telefone. Mas é ela que me vem a cabeça. Sempre ela. Sempre ela. Ela que não esta aqui. Ela o motivo deu estar aqui, sentado sob a luz fraca do quarto, as 10:30, perai, não, 10:31 de um sábado a noite, esperando o telefone tocar e eu atender porque será ela que estará do outro lado para conversar comigo. Ela que não liga. Ela liga para fazer ele fazer barulho. Trim, trim. Ele, o telefone. E ele que não faz trim, trim. So fica lá. Estático. Sem barulho algum, em silencio, só escuto o pinga,pinga da cozinha e o tic,tac do relógio. Ainda estou chorando por causa de ontem. Sob a luz fraca do quarto, as lagrimas empapam meu rosto inchado e vermelho enquanto fico sentado esperando que o telefone toque e que ela esteja do outro lado para falar comigo. Olho para o relógio que continua com seu constante tic, tac. 10:32 da noite. Uma sábado a noite. 10:32 de um sábado a noite. E eu aqui, sentado, com a face empapada pelas lagrimas que escorrem, sob a luz fraca do quarto, esperando que o maldito telefone toque, imaginando onde diabos ela esta, mas nada do telefone tocar, o único som que escuto e do pinga, pinga da cozinha e do tic, tac do relógio e mais nada...

O tempo passa...

Sabado a noite. Ninguem liga. Indecisão. Todos morreram? Não importa. Se esqueceram.Nada para fazer. Não existe. Nulo. Então se deita no meio do quarto. Não na cama. Mas confortavel. Mas sim no gelido chão empoerado do quarto. Senti frio nas costas. So que fica assim. Deitado, com as costas nuas, sentido frio. Parado. estatico. Sem nada para fazer. Olha para o teto. No escuro e silencio do quarto. Nada para faze alem disso. Pensa em inventar algum coisa, algum tipo de jogo ou quem sabe poderia pegar o telefone e procurar alguem disponivel, mas agora que ja esta deitado fica ali, jogado no chão frio, olhando estatico, quase hiponotizado para o teto. Fica escutando, de longe, os sons vem pela janela. Gritos e conversas. gargalhadas. Miados. O som de musica ( festa?). mais gritos. Tiros. De onde? do morro? ou daesquina? Fica parado, escutando? a unica coisa que faz é respirar. Deitado, estatico, sentido frio, escutando sons longuiquos, tentando identificar esses barulhos, um por um, admirando o teto que admira de volta, respirando. Então pensa: quanto tempo eu posso ficar assim? E assim ele fica. Se desafia. e pela noite adentro apenas respira no escuridão do qaurto sentido frio do chão em suas costas, deitado, desconfortavel, escutando e tentando saber o que significam e de onde vem, e sua respiração indo e voltando enquanto olha para o teto, admira e respira e assim o tempo passa...

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Em Branco

Há dias que nada acontece. Esse é um deles. Mas exatamente, hoje, uma sexta a noite e ate agora nada realmente aconteceu o dia todo. Passei o dia todo vagando, quase que vagabundeando, sem destino, sem nada real para fazer. Me senti perdido. Em busca de algo, algo que me excitasse. E não falo de drogas e putas baratas. Eu falo de algo mais. Nas férias todos os dias parecem um domingo, que nem aquela musica do Morrissey, ou seria The Smiths, sei lá. È como se tudo fosse algo sem graça e continuo, um cotidiano sem surpresas. A ausência de algum acontecimento. Nada ocorre. Tudo parece apenas fluir. Escorrer e nada se pega. O tempo passa, e não se percebe, não há velocidade na passagem de horas, minutos, segundos, o tempo transcorre e a vida vai em frente sem nada evoluir ou melhorar. Só o tic e tac imponente do relógio marcando horas e um tempo que eu não mais terei. Me sinto esvaziado, sem motivação ( sem mais motivação do que o normal e motivação é um produto quase inexistente na minha existência). Estimulos quase nulos. Tv, DVD, filmes, tv a cabo, cinema, peças, exposições, amigos no telefone, orkut, fofocas, o sol brilhando lá fora. Nada disso parece ser o suficiente para me tirar desse estado catatônico. Tela em branco e o nada que se repete. Dias em branco, cheios de nada a fazer e nada a desejar, não há mesmo escuridão, nem pensamentos sombreados e com pitadas de negrume e cinza escuro, só a brancura da indiferença e a vastidão gélida do nada. Ou talvez sejam desérticos. Quem sabe? Pouco importa. O avanço da pessoa, do ser em si, avança e as horas, que não param por nada, continuam a cavalgar sem tempo a perder. Tento preencher meu tempo com palavras para que pelo menos esse blog e essa pagina não fique em branco. Assim passam as férias na ilusão de que algo vá acontecer, mesmo que não seja nada, so algo que preencha esse nada que me invade e que supra algo mais que essa brancura todo. Uma mancha, um borrado. Letras. Frases desconexas. So para tirar do nada algo. So para dar vida a vida. A minha vida. Sentido talvez. Seja isso que procure. E não palavras eu procuro algum sentido. E não desejo que fique me branco.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Coisas da vida

E não é que a vida me apronta das suas de novo... quando eu me imaginei na reta final do meu trabalho, ja tendo ate um discuros de despedida preparado e tudo, não é que meu chefe me chama e fala que eu fui promovido. Passei de monitor a monitor-chefe ( algo como coordenador, mas sem o nome de coordenador) na produtora emq ue continuarei a trabalhar por mais um periodo. É mole. Bem, essas são as coisas da vida não é mesmo... Talvez eu devesse celebrar. Ou talvez não. Ja faz mais de dois anos que eu trabalho lá, e ate agora eu fui o unico que me mantive, mais por insistencia e falta de oportunidades do que merecimento ou evolução no meu trabalho. Bem, eu não sei, so volto a trabalhar no mes que vem, então ate lá, é hora de vagabundear um pouco... e deixar as coisas de lado, me preocupo com o que vira no proximo mes.