No fim das contas, nada leva a nada.
Tudo não passa de palavras
Apenas palavras
Não entenda.
As coisas não fazem sentido
Não procure respostas onde só existe vazio
Estou confessando...
Mas essas palavras não significam nada
terça-feira, 29 de julho de 2008
sábado, 26 de julho de 2008
o cortejo
Espiando pela fresta da porta, vejo a chuva cair sobre um cortejo, seguindo para o funeral de alguém. Todos de preto, cabisbaixos, o ar cheira a melancolia, dia frio. Desfilando, num velório de tristes relações, enquanto os seus sapatos se encharcam com a água que desce pela rua. Caminham devagar. Olho para ele com pesar. Depois que eles se vão, acabam desaparecendo na chuva, fecho a porta.
adeus galera do mal
e eles ficavam o fim do dia dessa maneira, encostados na parede, olhando para rua, passando um fumo de mão em mão, aqueles quatro meninos se divertiam naquela epoca. Greg, Fê, Junior e Pepo. Todos apelidos, mas seus nomes veradeiros nessa confraria juvenil. So assim eles se sentiam completos, esperam ansiosamente todos os finais de anos para se reencontrarem e tricarem experiencias, para passarem as ferias tendo aventuras e tendo suas primeiras grandes tudo pela primeira vez. O primeiro cigarro. O primiero beijo. A primeira vez. A vida que se abria a cada segunda e mostra novidades antes nunca antes exploradas. O radio ligado alto clamava hinos de rebeldia, canções que falavam de revolução, de amor e de salvação na perdição, puro rock, gostavmos da musica, mas não acreditavam no amor, na revolução, na rebeldia, e muito menos na salvação. Sabiam o mundo que viviam. Um mundo cinza, sem divisoes entre preto e breanco, certo e errado, bom e ruim. Não existe isso. Ja estavam crescidos o suficiente para saber disso. Mas naquele momento não discutiam isso. Pouco importava isso. Estavam vindo no paraiso, ou pelo menos em seus paraisos particulares, artificias e momentaneas, mas prazerosos enquanto duravam. De dezembro a março. Depois a vida voltava a mesma chatice de sempre. Não havia preocupação nesse momento. nem relações que se desgastavam e traições. Nem corações partidos e promessas quebradas. Nem trabalho e uma serie de responsabilidades. Nem morte e perdas. So haviam eles. O verão e eles.
A vida era curta disso sabiam e isso não duraria para sempre o tempo passaria e tudo mudaria. mas ate isso acontecer. eles viviam esse momento, com o cigarro, com as aventuras, com as baboseiras que falavam, com a troca de experiencias. O tempo passava, mas naquele momento tudo parecia estatico e eles desejavam secretamente viver assim para sempre.
Bons tempos aqueles.
Os familiares chamam. Hora de jantar. Ate amanha.
Mas o amanha nunca veio. Os dias ensolarados acabaram. E eles nunca mais foram os mesmos. So sobraram a imagem desses momentos em suas mentes. E sempre vai haver, sempre lembram dos dias em que eles quase pararam o tempo e tudo parecia ser apenas diversão.
( adeus galera do mal! a gente se ve amanha)
A vida era curta disso sabiam e isso não duraria para sempre o tempo passaria e tudo mudaria. mas ate isso acontecer. eles viviam esse momento, com o cigarro, com as aventuras, com as baboseiras que falavam, com a troca de experiencias. O tempo passava, mas naquele momento tudo parecia estatico e eles desejavam secretamente viver assim para sempre.
Bons tempos aqueles.
Os familiares chamam. Hora de jantar. Ate amanha.
Mas o amanha nunca veio. Os dias ensolarados acabaram. E eles nunca mais foram os mesmos. So sobraram a imagem desses momentos em suas mentes. E sempre vai haver, sempre lembram dos dias em que eles quase pararam o tempo e tudo parecia ser apenas diversão.
( adeus galera do mal! a gente se ve amanha)
terça-feira, 22 de julho de 2008
Problemas
Peço desculpas pelos espaços vazios sem nada escrito. Estou numa fase de paginas incompletas e grandes espaços em branco. Um imenso vacuo tomara conta de tudo que me rodeia. Ate essa fase passar nada será escrito. Obrigado por terem lido as minhas besteiras. ate uma proxima
terça-feira, 15 de julho de 2008
poeminha de uma coisinha chamada amor

Era quarta-feira.
Era noite
A lua reluzia e brilhava
O manto negro e imenso que cobria nossas cabeças
Parei e te encarei
Apontando diretamente para seus olhos
O rosto que enxerguei retribuía meu olhar
Do jeito que mais desejava naquele momento
Dos seus lábios escutei um ultimato
“Vê se não fode com tudo dessa vez, ta bom?”
Sorri e aceno de maneira afirmativa com a cabeça
Este é uma promessa
Selamos nosso pacto
Selamos com um longo beijo
Nos beijamos sem nos importar se alguém nos via
Essa era a promessa
Prometo isso a aquela linda lua brilhante lá em cimaNaquele céu grande e pouso estrelado
Era noite
A lua reluzia e brilhava
O manto negro e imenso que cobria nossas cabeças
Parei e te encarei
Apontando diretamente para seus olhos
O rosto que enxerguei retribuía meu olhar
Do jeito que mais desejava naquele momento
Dos seus lábios escutei um ultimato
“Vê se não fode com tudo dessa vez, ta bom?”
Sorri e aceno de maneira afirmativa com a cabeça
Este é uma promessa
Selamos nosso pacto
Selamos com um longo beijo
Nos beijamos sem nos importar se alguém nos via
Essa era a promessa
Prometo isso a aquela linda lua brilhante lá em cimaNaquele céu grande e pouso estrelado
explicar. sentir.amar.
Era difícil tentar explicar o que sinto... No momento sinto um vazio, um buraco, oco e profundo no peito. As coisas parecem difusas, a arte abstrata, o que significa isso?
Brumas, uma eletricidade que atravessa meus nervos, uma fumaça embaça os meus sentidos, não sei o que vejo, então, quase cego, dependo apenas das vozes na minha cabeça. Difuso. Quase errático. Os dias parecem estar estáticos, quase não passam. Perdido num vortex temporal. Entre o espaço e o tempo, entre dois momentos, o passado, os segundos que lembro dos seus toques e o adocicado gosto de seus lábios, e o futuro, cheio de incertezas e indecisões. Preso no meio, o presente, composto pela solidão e a saudade e falta que você me faz com a sua partida momentânea.
Um limbo cinza, preso numa sala sem portas e janelas. Vertigem. Caindo e caindo... Cada vez mais profundo. Está tão escuro. Desperte. Estou tão sozinho. Acorde. Estou muito assustado. Continuo preso no mesmo quarto antigo sem vida. Escutando vários barulhos. Sussurrando graves chiados bem perto do meu ouvido. Eu posso sair, mas preciso de ajuda. Aguardo o seu regresso, ate lá, eu estou aqui esperando, suspirando a cada segundo e esperando....
Brumas, uma eletricidade que atravessa meus nervos, uma fumaça embaça os meus sentidos, não sei o que vejo, então, quase cego, dependo apenas das vozes na minha cabeça. Difuso. Quase errático. Os dias parecem estar estáticos, quase não passam. Perdido num vortex temporal. Entre o espaço e o tempo, entre dois momentos, o passado, os segundos que lembro dos seus toques e o adocicado gosto de seus lábios, e o futuro, cheio de incertezas e indecisões. Preso no meio, o presente, composto pela solidão e a saudade e falta que você me faz com a sua partida momentânea.
Um limbo cinza, preso numa sala sem portas e janelas. Vertigem. Caindo e caindo... Cada vez mais profundo. Está tão escuro. Desperte. Estou tão sozinho. Acorde. Estou muito assustado. Continuo preso no mesmo quarto antigo sem vida. Escutando vários barulhos. Sussurrando graves chiados bem perto do meu ouvido. Eu posso sair, mas preciso de ajuda. Aguardo o seu regresso, ate lá, eu estou aqui esperando, suspirando a cada segundo e esperando....
segunda-feira, 14 de julho de 2008
nomes na lista
Bukowski
Kerouac
Kafka
Camus
Burroughs
Shepard
Beckett
Ferlinghetti
Thompson
Shakespeare
Ginesberg
Fante
São estes
E muitos outros
Não haveria espaço para todos serem citados
Mas eles estão aqui
Me acompanhando
Eu fiquei mais sábio, rido, seguro de mim mesmo, mais feliz? Bem, a resposta é um imenso NÃO.
Mas eles me entretem.
E isso é o que me importa.
Kerouac
Kafka
Camus
Burroughs
Shepard
Beckett
Ferlinghetti
Thompson
Shakespeare
Ginesberg
Fante
São estes
E muitos outros
Não haveria espaço para todos serem citados
Mas eles estão aqui
Me acompanhando
Eu fiquei mais sábio, rido, seguro de mim mesmo, mais feliz? Bem, a resposta é um imenso NÃO.
Mas eles me entretem.
E isso é o que me importa.
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